
Isso mesmo, não é princesa nem príncipe.
Um estranhíssimo e recente termo adotado para jovens adultos do sexo masculino.
Não tenho certeza como o termo surgiu, ou sua plena ambição, mas nos contextos em que ouvi era sugestivo de excesso.
Excesso de atenção, cuidados, manias de homens jovens. De excesso de mimo e zelo de jovens mulheres com seus companheiros.
Homens dependentes, frágeis, sem iniciativa.
Não escolhem, não opinam, não come isso, não bebe aquilo, não sai assim, não vai a tal lugar, não gosta deste ou daquele esporte.
Comportamentos que eram tipicamente femininos passaram a fazer parte do mundo masculino também.
Não que isso seja ruim, mas como disse anteriormente, excessos.
E o mundo não perdoa, e assim nascem os princesos.
Quem me conhece sabe que acredito no pêndulo em busca do equilíbrio.
Nem machões odiáveis que não deixavam as mulheres terem autonomia e nem princesos insuportáveis, que não se posicionam pra nada.
Uma hora o pêndulo para o equilíbrio se restabelece.
Oxalá.
Marcella Ourem Carvalhal